sábado, 24 de outubro de 2015

Definições

    Está na moda a expressão politicamente correto, agora os conceitos mudaram em relação a cor da pele, sexo, homossexualidade, origem, religião peso e outras besteiras. A partir de agora, temos que tomar muito cuidado para não sermos transgressores sociais. 
    Se você fizer uma piada com um sujeito branco é normal, todo mundo acha graça e dá risadas, mas se a mesma piada for sobre um negro, automaticamente já se torna racismo. Mesmo sem intenção de denegrir ou humilhar todo cuidado é pouco.
    Para mim piada é piada, independente do motivo ou dos integrantes, acho que deve ser isenta de qualquer conotação prejudicial. É lógico, que algumas tem um fator mais preconceituoso do que outras, podendo ser ofensivas.    
    Piada sobre mulheres e loiras, fazem parte do imaginário popular, alguns consideram machismo. Piadas sobre homens não costumam despertar tanto interesse ou preconceito. Já sobre mulheres e em relação aos eu peso, costuma magoar.
    Contar piada sobre gay, hoje pode ser considerado homofobia, se a mesma piada for sobre um hétero não tem problema algum. O que antes era motivo de risos, hoje pode ser motivo de um processo judicial, somente pelo fato de ser sobre um gay.
    Não esquecendo que os sulistas, sempre foram motivos de piadas, mas se for feita contra nordestino é xenofobia. Contra cristão não tem problema, mas se for contra um evangélico é intolerância religiosa, o politicamente correto é regra.

domingo, 18 de outubro de 2015

Redoma

    A classe política brasileira vive dentro de uma redoma de vidro, enquanto o brasileiro comum tenta sobreviver com um salário mínimo de R$ 788 vereadores, prefeitos, deputados, governadores e senadores, não sabem o que fazer com tanto dinheiro.
    Estamos vivendo uma crise institucional de valores, ou seja, enquanto os políticos inventam fórmulas para aumentar os seus próprios salários, o cidadão faz mágica para viver com o mínimo do mínimo, e o interessante dessa relação, é que são eleitos pelo povo.
    Essa situação, lembra-me a escravidão quando o povo era açoitado e obrigado a trabalhar em troca de um prato de comida, o tempo passou a escravidão física teoricamente acabou, e na casa grande, o senhorio continua com o chicote dando ordens.
    Até quando o povo brasileiro vai suportar essa situação, os políticos estão todos felizes em suas ilhas da fantasia,  fazendo de conta que não existe crise e inflação, a mordomia nos gabinetes corre solta, são verbas para tudo, menos para melhorar a vida das pessoas. 
     Essa redoma tem que ser quebrada, não é possível conviver com essa diferença absurda de dinheiro público desperdiçado de um lado e o povo passando necessidade do outro, essa relação é doentia e insuportável, tem que haver um fim.
    Eu pessoalmente não confio em mais ninguém, não vejo, não ouço nenhum político propondo medidas moralizadoras para acabar com essas diferenças, são todos iguais, antes de se eleger ainda tem um pouco de vontade, após a eleição mistura-se a multidão.
  

sábado, 10 de outubro de 2015

Após um ano

    Estamos em outubro de 2015,  após um ano da reeleição da Presidente Dilma, teoricamente o país deveria estar no trilho do crescimento. Muita coisa aconteceu nesse período, menos desenvolvimento e progresso, pelo contrário só coisas ruins.
    Dilma se reelegeu prometendo não aumentar impostos, atestando que a inflação estava domada, que havia luz no fim do túnel. Prometeu o possível e o impossível para garantir mais quatros anos, demonstrava segurança absoluta no comando.
    A situação política e econômica, dava sinais de que havia algo de podre no reino da Dinamarca, o seu principal cabo eleitoral o ex-presidente Lula, se esforçava para apagar incêndios. O mercado sinalizava para uma situação ruim e próxima.
    Não deu outra, após o dia 5 de outubro a inflação explodiu e com ela o aumento da energia e dos combustíveis. As denúncias de envolvimento do PT na Operação Lava da Polícia Federal, trouxe a tona, o complexo emaranhado da corrupção.
    Segundo a Polícia Federal, uma parte do dinheiro desviado da estatal Petrobras foi utilizado para financiar a campanha da Dilma. Dessa forma fica evidente que houve má fé na condução da sua eleição, configurando um crime eleitoral praticado pelo PT.
    A Tribunal de Contas da União (TCU) reprovou por unanimidade, todas as prestações de contas do exercício 2014 do governo Dilma. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) investiga a origens das doações de campanha de sua candidatura, até agora só noticia ruim.

domingo, 27 de setembro de 2015

Plano B

     O Partido dos Trabalhadores (PT), após amargar três derrotas consecutivas a presidência da república (1989, 1993 e 1997) venceu em 2001. Lula tinha a forte convicção de alcançar o poder a todo custo, não importava quem fosse o seu adversário.
     Após presidir o país por oito anos seguidos, com Lula no comando com forte apelo popular, o partido lançou mão de um plano para comandar o Brasil, por pelo menos 30 anos. A ideia era substituir o Lula pelo Zé Dirceu na presidência.  
     Por ter sido descoberto no escândalo do mensalão, Zé Dirceu foi afastado do plano e a Dilma alçou a sua vaga, dito e feito. Tendo Lula como o seu principal cabo eleitoral o PT venceu a sua terceira eleição consecutiva e a primeira da Dilma.
    Depois de quatro anos o PT não teve dúvidas, a Dilma representava a continuidade e a segurança do plano dos 30 anos, ela foi reeleita e paralelamente o caixa para o futuro, estava abastecido. Tudo ia muito bem, a não ser pela descoberta. 
    Lula, já começava a se preparar para dar continuidade no plano maquiavélico de dominação, em 2018 o seu nome já era cogitado, agora que em vários depoimentos de delação premiada, aparece a sua participação nos desvio, talvez não dê certo.
     Vão ter que pensar no plano B, pelo rumo das investigações o ex-presidente Lula, sabia e participou das negociações de desvios bilionários na estatal Petrobras. A cada dia, a sua popularidade vai caindo, a sua máscara de pai da pobreza acabou.
   

sábado, 19 de setembro de 2015

Pedalada

    Antigamente, pedalada era sinônimo de fazer movimentar o pedal de uma bicicleta por exemplo, hoje pedalar significa agir, tomar providência, correr atrás entre outros significados. A pedalada mais famosa e recente,  foi a da presidente Dilma.
    O Governo gastou mais do que arrecadou, para tentar driblar e enganar o Tribunal de Contas da União (TCU), órgão que fiscaliza as contas do executivo, a equipe econômica maquiou as contas de um mês para o outro, dando a impressão de normalidade.
    Essa manobra ficou famosa e conhecida por pedalada fiscal, na dificuldade de arrecadar mais e sem frear os gastos, deu-se um jeito de passar a impressão que as contas estavam equilibradas, porém os auditores do TCU descobriram a tentativa.
    Todos os anos, o TCU analisa as contas do ano anterior apresentadas pelo governo federal, ou seja, as pedaladas fiscais foram realizadas em 2014. A pedalada da Dilma, tinha o claro objetivo de melhorar artificialmente as contas públicas do seu governo.
     O Ministério Público de Contas, entendeu e concluiu que houve má fé, portanto houve o crime de responsabilidade fiscal. Por sua vez, o TCU decidiu por unanimidade pela condenação do relatório fiscal, foi apurado a distorção R$ 31 bilhões.
     Nunca na história do TCU, o Tribunal reprovou as contas do governo, agora o próprio órgão vai ter que decidir o que fazer com as pedaladas. A saída política que vem sendo ventilada, seria a recomendação por uma correção, aproveita e pedala Dilma.
   

domingo, 13 de setembro de 2015

Alvo

     O Partido dos Trabalhadores (PT), é alvo de uma campanha midiática da direita golpista, ou os seus seguidores, simpatizantes, integrantes são inocentes. Eu não conheço nenhum caso, de pessoa sendo presa por estar rezando em uma igreja.
      Durante vinte anos, eu acompanhei a atuação dos deputados e senadores do PT, durante os seus discursos inflamados em nome da ética e da moralidade. Dava gosto ver a senadora Heloísa Helena de Alagoas, debater os seus posicionamentos.
      Nesse período, o partido ganhou força e credibilidade por transmitir a imagem de uma sigla diferente das demais. Os seus integrantes, na maioria representantes das classes trabalhadoras, eram políticos simples, com o objetivo de mudar o país.   
      Como em um conto de fantasia, o partido finalmente alcançou o tão esperado sonho, começou quebrando paradigmas, investido forte no social, além de ser a sua plataforma, era uma boa garantia da sustentação e manutenção no poder.  
      A realidade, diferente da fantasia cobra de seus mandatários uma enorme responsabilidade, dessa forma os poderosos do partido, se esqueceram de que em algum momento, o castelo de areia iria por água abaixo, revelando a sua face. 
     Agora o partido e o governo, viraram o principal alvo de denúncias, investigações e prisões. Generalizaram completamente, tudo de ruim que acontece na política brasileira, tem um integrante do PT no meio, só falta colocar um alvo no peito.

sábado, 12 de setembro de 2015

Silêncio dos inocentes

    A operação Lava Jato da Polícia Federal (PF), tem revelado a sociedade o maior esquema já descoberto de desvio, lavagem de dinheiro e fraude em estatal do país. Usaram a Petrobras para financiar partidos e candidatos do PT,PMDB, PP e outros. 
     O Ministério Público Federal (MPF) estima que o rombo é de mais de R$ 19 bilhões, as grandes empreiteiras do Brasil, organizaram-se em um clube para pagar propina aos gerentes e diretores da maior estatal brasileira em troca de contratos.
     Alguns aceitaram a delação premiada em troca da redução de pena, confessando os seus crimes, denunciando comparsas e a forma de como os esquemas eram feitos. Segundo eles a propina era de 3% em média, dependendo do partido poderia ser maior.  
     A maiorais dos presos nunca estiveram em uma delegacia antes, são altos executivos da Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Mendes Júnior, OAS e UTC. Essa figuras jamais imaginariam que poderia ser presas e condenadas.  
     Esses empresários saíram de suas mansões direto para o xadrez, nunca antes na história desse país, pessoas influentes que são acostumadas a almoçar em São Paulo e jantar no mesmo dia em Paris, tinham sido presas por corrupção.
     Pessoas ricas não aguentam a cadeia é o ditado popular, a eles e em nome de uma boa investigação e conclusão da operação, foram oferecidas a delação e muitos aderiram e vão aderir. O silêncio dos inocentes, está sendo quebrado.